A polícia de Londres prendeu 523 pessoas em uma manifestação sentada na Praça Trafalgar no sábado, enquanto manifestantes desafiavam a contestada proibição do governo ao grupo Palestine Action. As detenções miraram demonstrantes com idades entre 18 e 87 anos que carregavam cartazes apoiando a organização ou exibiam mensagens como "Eu me oponho ao genocídio. Eu apoio a Palestine Action".
As detenções em massa ocorreram apesar de uma decisão da Alta Corte em fevereiro que declarou ilegal e desproporcional a designação governamental da Palestine Action como organização terrorista. O tribunal citou preocupações com a liberdade de expressão ao derrubar a proibição, mas o governo recorreu da decisão, mantendo a interdição em vigor durante o processo judicial.
A Palestine Action foi designada organização terrorista em julho de 2024, ao lado de grupos como a al-Qaeda, tornando a filiação punível com até 14 anos de prisão e a expressão de apoio passível de até seis meses de detenção. A proibição seguiu incidentes em que membros do grupo invadiram bases da Real Força Aérea Britânica e danificaram aeronaves militares usadas para transportar armas para Israel.
É muito importante continuar a aparecer. É importante que todos nós continuemos a nos opor ao genocídio. … O governo pode mudar de posição em seus argumentos legais, mas a moral dessas pessoas [aqui] não muda.
Freya, 28, gerente de organização ambiental — Al Jazeera
A manifestação reuniu quase 1.000 participantes no centro de Londres, incluindo Robert Del Naja, da banda Massive Attack, que foi preso enquanto segurava um cartaz de apoio. A polícia removeu ativistas da praça, enquanto outros manifestantes aplaudiam e comemoravam em solidariedade.