O presidente Donald Trump excluiu uma imagem gerada por IA de sua plataforma Truth Social na segunda-feira, após enfrentar críticas generalizadas por retratá-lo como uma figura semelhante a Jesus curando uma pessoa doente. A publicação, que permaneceu visível por mais de 12 horas, recebeu forte condenação de organizações católicas, figuras conservadoras e membros de seu próprio partido, que a consideraram blasfema.

A imagem controversa mostrava Trump trajando uma túnica branca esvoaçante, com uma mão brilhante tocando a testa de um homem deitado, cercado por símbolos americanos como a Estátua da Liberdade, fogos de artifício e águias. A luz parecia emanar da cabeça e da mão de Trump na composição semelhante a uma pintura.

Trump tentou minimizar a polêmica quando questionado por repórteres próximo ao Salão Oval.

"Isso é uma blasfêmia grosseira. A fé não é um acessório."

Eu achei que era eu como médico e tinha a ver com a Cruz Vermelha como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos. E só a mídia falsa poderia inventar essa.

Donald Trump, presidente dos EUA

A publicação surgiu em meio a uma escalada de confronto entre Trump e o Papa Leão XIV sobre a guerra EUA-Israel contra o Irã. Pouco antes de publicar a imagem, Trump havia lançado um longo ataque ao pontífice nas redes sociais, chamando-o de "FRACO em relação ao crime e terrível em política externa".

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A Al Jazeera apresenta isso como evidência de tensões crescentes entre Trump e instituições religiosas, destacando as críticas do papa às ações militares dos EUA e posicionando a polêmica dentro de questões mais amplas sobre o excesso de poder da política externa americana. O veículo enfatiza como as ações de Trump alienam aliados tradicionais e comunidades religiosas.