As forças israelenses lançaram o bombardeio mais intenso ao Líbano desde o início do conflito, atingindo mais de 100 alvos em todo o país em um ataque coordenado de 10 minutos que matou dezenas e feriu centenas.

Os ataques atingiram a região central de Beirute, o Vale do Bekaa e o sul do Líbano, apenas horas após um cessar-fogo ser anunciado entre os Estados Unidos e o Irã. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou que a trégua não incluía o Líbano, contrariando mediadores paquistaneses que negociaram o acordo.

Em 10 minutos e em múltiplas áreas simultaneamente: as [Forças Armadas de Israel] completaram o maior ataque coordenado, alvejando mais de 100 centros de comando e bases militares do Hezbollah

Comunicado das Forças Armadas de Israel

Autoridades de saúde libanesas relataram pelo menos 89 mortes decorrentes do bombardeio, com serviços de emergência mobilizando 100 ambulâncias para transportar feridos. O pânico tomou conta de Beirute enquanto explosões atingiam bairros residenciais e comerciais simultaneamente, obrigando civis a fugirem para as ruas.

O ataque visou o que Israel descreveu como infraestrutura do Hezbollah embutida em áreas civis. O ministro da Defesa, Israel Katz, caracterizou a operação como um golpe surpresa contra centenas de agentes do Hezbollah, comparando-a à campanha de bombas de pagers de 2024.

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A Al Jazeera enfatiza a agressão israelense contra áreas civis e a crise humanitária, retratando os ataques como violações ocorridas apesar dos esforços de cessar-fogo. Sua cobertura destaca o sofrimento palestino e libanês, questionando as justificativas militares israelenses, refletindo o papel do Catar como mediador regional crítico das ações de Israel.