Um drone israelense matou o jornalista da Al Jazeera Mohammed Wishah na quarta-feira (dia 23), enquanto ele viajava pela estrada costeira da Cidade de Gaza, marcando mais um ataque mortal contra profissionais da mídia, apesar de um acordo de cessar-fogo em vigor há meses.
O ataque alvejou o veículo de Wishah na Rua al-Rashid, causando uma explosão de chamas e matando tanto o correspondente quanto outro passageiro palestino. Wishah trabalhava para a Al Jazeera Mubasher desde 2018, cobrindo o conflito desde seus primeiros dias.
Em fevereiro de 2024, Israel havia acusado Wishah de integrar a ala militar do Hamas, divulgando fotos supostamente mostrando-o operando sistemas de armas encontrados em um computador apreendido durante uma incursão em Gaza. Tanto o Hamas quanto a Al Jazeera negaram as acusações na época.
Isso constitui uma nova e flagrante violação de todas as leis e normas internacionais, refletindo uma política sistemática contínua de alvejar jornalistas e silenciar a voz da verdade
Rede de Mídia Al Jazeera — Declaração
A morte ocorreu quase seis meses após um cessar-fogo mediado pelos EUA entrar em vigor em outubro, com o objetivo de conter a violência em Gaza. Desde então, os disparos israelenses mataram pelo menos 700 pessoas, enquanto Israel relata quatro soldados mortos por militantes no mesmo período.
Enquadra a morte de Wishah como um alvo deliberado dentro de uma campanha sistemática israelense contra jornalistas, enfatizando violações do cessar-fogo e classificando o incidente como parte de uma 'guerra genocida'. Usa linguagem fortemente condenatória e posiciona o caso como parte de violações mais amplas do direito internacional, refletindo o apoio do Catar às causas palestinas e a crítica às ações militares israelenses.