A NASA iniciou a contagem regressiva final na segunda-feira para a Artemis 2, a primeira missão tripulada à Lua desde a Apollo 17, em 1972. O foguete Space Launch System, com 32 andares, está programado para ser lançado na quarta-feira à noite do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, transportando quatro astronautas em uma viagem de 10 dias ao redor da Lua.
A missão representa um marco significativo no retorno da NASA à exploração do espaço profundo. Após passar um dia em órbita terrestre, a cápsula Orion impulsionará a tripulação em direção à Lua para um sobrevoo sem pouso — essencialmente uma rápida meia-volta ao redor do satélite natural da Terra antes de retornar para um pouso no Oceano Pacífico.
Nossa equipe trabalhou extremamente duro para chegarmos a este momento. Todas as indicações mostram, no momento, que estamos em excelente forma.
Charlie Blackwell-Thompson, Diretora de Lançamento — France 24
A tripulação inclui o Comandante Reid Wiseman, o Piloto Victor Glover, a Especialista de Missão Christina Koch e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. Essa composição diversa marca vários marcos históricos: Koch será a primeira mulher a viajar à Lua, Glover o primeiro astronauta negro, e Hansen o primeiro não-americano a fazer a jornada.
A Artemis 2 estava originalmente programada para fevereiro, mas enfrentou vários atrasos devido a problemas técnicos. Vazamentos de combustível de hidrogênio inicialmente impediram o lançamento, e, após esses reparos, uma obstrução na linha de pressurização de hélio obrigou o foguete a retornar ao hangar. O veículo retornou à plataforma de lançamento há pouco mais de uma semana.
A France 24 apresenta a missão como uma conquista histórica, enfatizando os preparativos técnicos e a importância internacional. O veículo destaca o caráter emblemático do retorno à exploração lunar após cinco décadas.
O Daily Sabah destaca os aspectos de diversidade e inclusão da tripulação da missão, com ênfase em citações sobre representatividade. O veículo enquadra a missão como um momento inspirador para jovens de origens sub-representadas.
A Mercopress enfatiza os aspectos técnicos e de cooperação internacional da missão, destacando as contribuições europeias. O veículo apresenta a missão como uma realização colaborativa entre nações livres, e não apenas um empreendimento americano.
Os meteorologistas preveem 80% de chance de condições favoráveis para o lançamento, com cobertura de nuvens e ventos superficiais como principais preocupações. A NASA tem uma janela de lançamento que se estende até 6 de abril, com uma oportunidade diária durante esse período.
O poder das mulheres é incrível, e esses jovens meninos e meninas negros podem me olhar e dizer: 'Ei, ele se parece comigo e está fazendo o quê?'
Victor Glover, Piloto da Artemis 2 — Daily Sabah
A missão testará sistemas críticos de suporte à vida, incluindo fornecimento de oxigênio, controle de temperatura e purificação de ar, antes dos futuros pousos lunares. Pela primeira vez, a NASA está incorporando componentes europeus por meio do Módulo de Serviço Europeu, construído pela Airbus sob coordenação da Agência Espacial Europeia.
Durante o sobrevoo lunar, a tripulação se aventurará além de 400 mil quilômetros da Terra, superando o recorde de distância estabelecido pela Apollo 13. Eles observarão áreas do lado oculto da Lua nunca antes vistas por olhos humanos, com comunicações para a Terra interrompidas por aproximadamente 40 minutos durante essa fase.
Os países livres do mundo estão fazendo algo que nenhum país pode fazer sozinho
Amit Kshatriya, Administrador Associado da NASA — Mercopress
A colaboração internacional vai além da composição da tripulação, estendendo-se a parcerias tecnológicas. A missão demonstra como a exploração espacial evoluiu desde o programa Apollo da era da Guerra Fria para se tornar um empreendimento multinacional, refletindo mudanças geopolíticas mais amplas na cooperação espacial.
Se bem-sucedida, a Artemis 2 abrirá caminho para a Artemis 3, que tem como objetivo pousar a primeira mulher e o próximo homem na superfície lunar. O programa representa a estratégia mais ampla da NASA para estabelecer uma presença humana sustentável na Lua como um trampolim para futuras explorações em Marte.