Ministros das Finanças e da Energia dos países do Grupo dos Sete (G7) realizarão conversações de emergência nesta segunda-feira para abordar as crescentes consequências econômicas do conflito no Oriente Médio, enquanto os preços do petróleo e do gás continuam a disparar após o bloqueio do Irã a rotas marítimas críticas.

A reunião virtual representa a primeira vez em meio século que o G7 reúne ministros das Finanças, da Energia e chefes de bancos centrais nesse formato, destacando a gravidade da desestabilização econômica. A crise teve início quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques ao Irã no final de fevereiro, levando Teerã a retaliar mirando países exportadores de petróleo e interrompendo os envios pelo Golfo.

O bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz, uma rota vital para o fornecimento global de energia, criou severas restrições de suprimentos que estão se espalhando por indústrias em todo o mundo. Os aumentos de preços resultantes forçaram governos a implementar medidas emergenciais para amortecer os impactos em suas economias.

"Já existem diferenças nas respostas, em grande parte ligadas às diferenças de exposição à crise"

Já existem diferenças nas respostas, em grande parte ligadas às diferenças de exposição à crise

Roland Lescure, ministro das Finanças da França — SBS News

Segundo autoridades francesas que organizam a reunião, as economias asiáticas enfrentam uma exposição particularmente aguda à crise. A vulnerabilidade regional decorre da forte dependência de importações de energia do Oriente Médio e de cadeias de suprimentos complexas que atravessam as rotas marítimas afetadas.

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