Nathalie Baye, uma das atrizes mais celebradas da França, morreu na noite de sexta-feira em sua casa em Paris, aos 77 anos, após uma batalha contra a demência com corpos de Lewy, anunciou sua família no sábado.
A vencedora de quatro prêmios César construiu uma carreira que abrangeu cinco décadas e 80 filmes, transitando com naturalidade entre o cinema de autor francês e os blockbusters de Hollywood. Ela conquistou a maior honraria do cinema francês de forma consecutiva entre 1981 e 1983, e novamente em 2006 por "Le Petit Lieutenant".
Amávamos muito a Nathalie Baye. Com sua voz, seu sorriso e sua graça, ela foi uma presença constante no cinema francês nas últimas décadas, de François Truffaut a Tonie Marshall.
Emmanuel Macron, presidente da França — X
Nascida em uma família boêmia de pintores na Normandia em 1948, Baye abandonou a educação formal aos 14 anos por causa da dislexia e seguiu treinando dança em Mônaco. Sua grande estreia veio em 1973 com "O Ano Passado em Marienbad", de François Truffaut, iniciando colaborações com ícones da Nouvelle Vague, como Jean-Luc Godard, Maurice Pialat e Claude Chabrol.
Seu perfil internacional se expandiu em 2002, quando Steven Spielberg a escalou como mãe de Leonardo DiCaprio em "Prenda-me se For Capaz". Recentemente, ela apareceu em "Downton Abbey 2" e trabalhou com o diretor canadense Xavier Dolan em "Laurence Anyways" e "É Só o Fim do Mundo".
A mídia francesa retrata Baye como um tesouro nacional cuja morte representa o fim de uma era no cinema francês. Enfatizam seu papel de ponte entre o cinema de autor e o popular, posicionando-a como emblemática do soft power cultural francês e do patrimônio cinematográfico que transcendeu fronteiras, mantendo-se distintamente francesa.